Gestão no Terceiro setor

Controle financeiro para ONGs: como elaborar um orçamento em 4 passos

Publicado 19 de Fevereiro de 2026
5 min. de leitura

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Controle financeiro para ONGs: como elaborar um orçamento em 4 passos

Você sabe exatamente quanto já foi gasto no projeto que está em execução? Para muitas organizações do terceiro setor, essa pergunta não tem uma resposta imediata. Os registros estão espalhados em e-mails, planilhas improvisadas ou cadernos, e o orçamento elaborado no início do projeto rapidamente vira um documento esquecido, consultado apenas quando chega a hora da prestação de contas.

Esse cenário é mais comum do que parece. A pressão para captar recursos, executar atividades e atender as comunidades faz com que o controle financeiro fique em segundo plano. O resultado aparece no final: relatórios difíceis de montar, valores que não batem, e uma sensação de que o dinheiro foi além do previsto, sem que ninguém consiga explicar exatamente onde.

A boa notícia é que o controle financeiro para ONGs não precisa ser complexo. Ele não exige um sistema caro ou um contador dedicado. O que ele exige é consistência: registrar, organizar e acompanhar as informações ao longo da execução e não apenas no encerramento do projeto. É sobre isso que trata este artigo.

Por que o controle financeiro ainda é um desafio nas ONGs

A maioria das organizações não tem problema com intenção o problema está na estrutura. Algumas situações que surgem com frequência no dia a dia do terceiro setor:

  • Gastos anotados depois — ou nem anotados — porque o momento da compra foi corrido.
  • Ausência de um padrão de categorização: cada pessoa da equipe registra de um jeito diferente.
  • Projetos com financiadores diferentes controlados de formas diferentes, sem integração.
  • Dificuldade de visualizar rapidamente quanto ainda está disponível para gastar.
  • Retrabalho enorme na hora de montar relatórios porque as informações estão fragmentadas.

Esses problemas não são sinal de desorganização. São consequência de não ter um processo claro, e é exatamente isso que um orçamento bem estruturado resolve.

O que um orçamento bem estruturado permite acompanhar

Quando o orçamento é tratado como uma ferramenta viva e não como um documento de aprovação inicial, ele passa a ser um aliado real na gestão. Com ele bem estruturado, é possível:

  • Saber em tempo real quanto do recurso já foi utilizado por categoria de gasto.
  • Evitar estourar o limite de alguma rubrica antes que o projeto termine.
  • Ajustar rotas durante a execução, com clareza sobre o impacto financeiro de cada decisão.
  • Facilitar a prestação de contas com dados organizados e rastreáveis.
  • Manter um histórico financeiro que serve de referência para projetos futuros.

Como elaborar o orçamento da sua ONG em 4 passos

O processo não precisa começar do zero a cada projeto. Com uma estrutura básica, qualquer pessoa da equipe consegue manter o controle financeiro atualizado sem depender de expertise contábil.

Passo 1: Liste todas as despesas do projeto antes de começar

Antes de qualquer execução, mapeie tudo que precisará ser pago. Inclua custos operacionais (aluguel, energia, internet), equipe (salários, MEIs contratados, estagiários), materiais (impressões, insumos, equipamentos), serviços (transporte, alimentação, comunicação) e custos administrativos do projeto.

Esse mapeamento inicial evita surpresas no meio do caminho e serve como base para negociar o orçamento com o financiador.

Passo 2: Organize os gastos por categoria e período

Agrupe as despesas por tipo (recursos humanos, materiais, serviços, etc.) e distribua os valores ao longo do tempo mensalmente, por atividade ou por fase do projeto. Essa organização facilita a visualização de quando cada gasto deve acontecer e evita a concentração inesperada de despesas.

Se o projeto tem atividades em etapas, considere criar um controle separado por fase. Isso torna o acompanhamento mais claro e a prestação de contas mais direta.

Passo 3: Registre cada despesa conforme ela acontece

Esse é o passo que mais impacta a qualidade do controle financeiro para ONGs e o que mais é deixado para depois. Registrar no momento da despesa (ou logo após) evita esquecimentos, garante que os dados estejam corretos e elimina o retrabalho de reconstruir informações semanas depois.

Defina quem é responsável por registrar na equipe e padronize o formato: data, descrição, categoria, valor pago e número do comprovante. Com isso, qualquer pessoa consegue dar continuidade ao controle sem depender de uma única pessoa.

Passo 4: Compare previsto e realizado com frequência

Uma vez por semana ou, no mínimo, uma vez por mês, compare o que foi planejado com o que foi efetivamente gasto. Esse acompanhamento do previsto vs. realizado é o coração do controle financeiro de projetos sociais.

Se uma categoria está estourando, é possível ajustar antes que o problema se torne irreversível. Se alguma despesa não aconteceu como planejado, o saldo fica visível e isso evita gastos surpresa no fim do projeto.

Previsto e realizado: o acompanhamento que evita problemas no fim do projeto

Muitas organizações elaboram um orçamento detalhado na fase de aprovação do projeto e não voltam a ele até a prestação de contas. Esse intervalo é exatamente onde os problemas se acumulam.

O orçamento não é um documento estático. Ele serve para orientar decisões ao longo de toda a execução. Quando você acompanha a diferença entre o que foi previsto e o que foi realizado, consegue responder perguntas importantes: ainda posso contratar esse serviço? Preciso negociar alguma rubrica? Estou dentro do prazo e do limite financeiro?

Esse nível de visibilidade transforma o controle financeiro em uma ferramenta de gestão não apenas de registro.

Uma forma simples de começar a organizar o controle financeiro

Colocar esses quatro passos em prática fica muito mais fácil com uma ferramenta que já está estruturada para isso. A planilha Orçamento sob controle foi desenvolvida para ajudar organizações do terceiro setor a:

  • Registrar despesas de forma padronizada e acessível para toda a equipe.
  • Visualizar lado a lado os valores planejados e os executados por categoria.
  • Manter um histórico financeiro organizado ao longo do ano e de diferentes projetos.
  • Acompanhar o previsto vs. realizado de forma clara, sem precisar criar fórmulas do zero.

Ela não substitui um sistema de gestão financeira, mas é o ponto de partida para qualquer organização que quer sair do caos e ter clareza real sobre seus recursos.

📥 Baixe gratuitamente a planilha Orçamento sob controle e comece a registrar as despesas da sua organização com mais clareza. Acesse!

Conheça a Bússola Social 

A Bússola Social é uma ferramenta que pode ajudar sua ONG a gerenciar melhor sua estrutura organizacional.

Com ela, é possível coletar e gerenciar dados de todas as atividades e atendimentos, criando relatórios detalhados que mostram os resultados alcançados e o impacto das doações.

Isso facilita a transparência e a prestação de contas, fortalecendo a confiança dos doadores e garantindo a continuidade do apoio.

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PUBLICADO 19 de Fevereiro de 2026
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