O Instituto Mandaver, organização social localizada em Maceió, Alagoas, unificou o monitoramento de seus projetos sociais com a plataforma Bússola Social. O resultado foi a redução do uso de planilhas e papel, a centralização de dados entre equipes pedagógica, psicossocial e de prestação de contas, e mais agilidade para apresentar resultados a parceiros e investidores.
O Instituto Mandaver nasceu em 2015, em Alagoas, a partir de uma resposta a um problema de saúde pública que afetava crianças da região, com muitos casos de bicho de pé. O fundador mobilizou amigos e articulou uma ação junto ao poder público para resolver a situação. A experiência aproximou o fundador da comunidade onde nasceu e cresceu, e revelou a ele o potencial daquele território. Esse processo resultou, em 2018, na criação oficial do instituto.
Hoje a organização atua em cinco frentes: cultura, esporte, educação, qualificação profissional e geração de renda. Os projetos são viabilizados principalmente por editais privados e por leis de incentivo ao esporte, no caso das ações voltadas às crianças.
Antes de adotar a Bússola Social, o Instituto Mandaver enfrentava um desafio comum a muitas organizações sociais: informações espalhadas entre diferentes profissionais e registradas em formatos distintos.
A equipe pedagógica controlava frequência e atendimento das crianças em um formato. A psicóloga e a assistente social registravam seus atendimentos separadamente, muitas vezes em papel, para formalizar termos e documentos. Cada área trabalhava de um jeito, o que tornava o processo de consolidar informações mais lento.
Lorena Rocha descreve o cenário anterior: "a gente ainda usava muita planilha, independente de já ter a frequência das crianças e o atendimento das crianças. O psicólogo não usava, o assistente social não usava. Então a gente ainda usava muito papel para os termos".
Esse formato pedia bastante tempo da coordenação sempre que era necessário reunir dados para uma apresentação, uma prestação de contas ou uma reunião com parceiros.
A adoção da Bússola Social trouxe um ponto único de registro para toda a rotina do instituto. Hoje a plataforma é usada para monitorar os projetos, controlar frequência e cadastro das crianças e acompanhar os atendimentos realizados pelas diferentes áreas.
Segundo Lorena Rocha, o uso deixou de ser restrito à coordenação e passou a envolver toda a equipe: "hoje a gente usa pra tudo, todo mundo usa: pedagógico, psicólogo, assistente social. Eu que fico na parte de prestação de contas".
Esse alinhamento entre áreas simplificou o dia a dia da coordenação. Antes, era preciso perguntar diretamente à equipe pedagógica ou à assistente social para reunir informações sobre um projeto. Agora, os dados já estão organizados dentro do sistema, prontos para consulta.
Com a centralização das informações na plataforma, o instituto observou ganhos diretos na rotina de gestão e captação de recursos.
Na avaliação da coordenadora, o ganho é direto: "se eu for fazer alguma reunião com um parceiro, eu puxo todos os dados daquele projeto que eu quero apresentar pelo Bússola. Não preciso mais hoje tá perguntando ao pedagógico ou assistente social".
Ela resume o impacto da mudança: "quando a gente foi colocando tudo isso no Bússola, diminui muito de tempo e até de informações, a coleta de informações fica mais simples".
O instituto também trabalha para aproximar grandes empresas de uma realidade pouco associada a Maceió. A cidade é conhecida pelo turismo e pelas praias, e concentra também áreas de vulnerabilidade social próximas aos principais pontos turísticos. Lorena reforça esse ponto ao explicar o desafio de comunicar essa realidade para investidores de outras regiões do país, já que o volume de recursos do terceiro setor costuma se concentrar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.