O ano de 2026 marca uma virada de página no Terceiro Setor brasileiro. Organizações da sociedade civil, institutos, fundações e empresas de impacto enfrentam um cenário onde a cobrança por resultados mensuráveis, transparência e profissionalização deixou de ser diferencial para se tornar condição de sobrevivência.
O Relatório de Tendências 2026 da Bússola Social apresenta um panorama inédito sobre o futuro do investimento social privado e da gestão de impacto no Brasil, baseado em dados reais de centenas de organizações e projetos sociais.
Ao contrário de análises teóricas, este relatório nasce da experiência diária com gestores de projetos sociais. A Bússola Social atua na linha de frente da gestão de impacto, traduzindo movimentos do mercado em recomendações aplicáveis à realidade do campo.
Os dados revelam um salto de maturidade sem precedentes no setor:
478 mil atendimentos documentados de forma estruturada
824 mil atendimentos processados em um único ano
1.7 Mi Horas de atividades registradas na plataforma
22.350 relatórios gerados com dados organizados e rastreáveis
A era da gestão social baseada apenas em boa vontade acabou. Os números mostram que organizações estão migrando rapidamente para operações estruturadas:
Como se preparar:
A destinação de recursos agora exige evidências concretas de resultados. Financiadores, empresas e órgãos públicos demandam:
O que mudou: Antes, apresentar a causa era suficiente. Hoje, é necessário demonstrar como você mede, acompanha e comprova o impacto gerado.
Com 575 prestações de contas financeiras geridas com rastreabilidade total, a tendência aponta para:
Por que isso importa: A segurança jurídica tornou-se pilar central do investimento social privado. Organizações que não conseguem comprovar a origem e destino de recursos enfrentam sérias dificuldades de captação.
O mercado está mais aquecido, porém mais exigente. A média de 1 edital a cada 3 dias demonstra que:
Vantagem competitiva: Organizações que começarem agora a se adaptar às novas exigências terão vantagem na captação de recursos ao longo de 2026.
A automação de relatórios e o uso de plataformas digitais deixaram de ser luxo:
Benefícios mensuráveis:
Empresas estão integrando impacto social, critérios ESG e estratégia de negócio:
A tendência é o fortalecimento de arranjos colaborativos entre:
Objetivo: Ganhar escala no impacto através de ações coordenadas e complementares.
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Área |
Ação recomendada |
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Governança |
Formalizar conselho, criar regimentos internos, definir papéis claros |
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Monitoramento |
Implementar sistema de indicadores e metas SMART |
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Tecnologia |
Adotar plataforma de gestão de projetos e relatórios |
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Equipe |
Capacitar em gestão de projetos, M&A e captação de recursos |
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Financeiro |
Implementar controles rígidos e prestação de contas automatizada |
Uma tendência crescente é a alocação de recursos orientada por:
Por que isso importa: A segmentação permite maior assertividade no impacto e responde a demandas específicas de diferentes grupos.
O Relatório de Tendências 2026 reforça o compromisso da Bússola Social em democratizar o acesso a dados, tecnologia e conhecimento para fortalecer o ecossistema de impacto.
"Nosso objetivo não é só apontar tendências, mas mostrar caminhos para que organizações, institutos e empresas possam se adaptar."
"A Bússola Social está diariamente ao lado de gestores de projetos sociais, e isso nos permite traduzir as tendências em recomendações aplicáveis à realidade do campo."
O relatório funciona como um dashboard público da força do Terceiro Setor, apresentando números abertos do impacto gerado pelo ecossistema da Bússola Social.
Acesse o relatório completo: Tendências 2026 - Bússola Social
O cenário de 2026 não permite adiamentos. Organizações que iniciarem agora o processo de adaptação terão:
Próximos passos:
As tendências 2026 não são previsões distantes, mas movimentos já em curso. O Relatório da Bússola Social comprova com dados reais que o Terceiro Setor brasileiro está em processo acelerado de transformação.
Quem escolher acompanhar essa evolução terá não apenas mais chances de captar recursos, mas principalmente de gerar impacto real, mensurável e transformador na vida das pessoas.
A pergunta não é mais "se" você vai se adaptar, mas "quando" e "como rápido" sua organização iniciará essa jornada.